Alunos da Hipérion contracenam em filmes; confira como foi!

Na vida, há aprendizados que só a experiência concreta nos proporciona. E no teatro não é diferente.

Atuar no palco ou diante das câmeras é, de fato, um momento único para jovens em formação ou até mesmo atores já ‘calejados’ descobrirem seus limites, superá-los e se firmarem no mercado.

Carlos Eduardo Pontes da Silva, Yago Miranda, Beathriz Said, José Neto e Carol Constantino que o digam.

Alunos da Hipérion, eles participaram, no início deste ano, de seleções concorridas para atuar em curtas-metragens.

Eles nem se importaram com o fato de que eram novos na área. Com aquele frio na barriga, desafiaram-se, deram seu máximo e cativaram os diretores, que os escolheram para contracenar nas produções audiovisuais do cinema pernambucano.
Como foi a experiência dos jovens atores em formação você descobre a seguir. Leia mais e veja o que eles acharam da oportunidade!

Viver de arte

Ainda que esteja apenas no quarto período do curso profissionalizante, Carlos Eduardo Pontes da Silva, 19 anos, já escolheu seu nome artístico. É Eduardo Gardel.
A alcunha, um tanto hispânica, mostra que Silva tem segurança quanto ao caminho: ele quer é “viver de sua arte”, como ele diz.

E começou bem: foi um dos selecionados para o elenco do curta Dia de salada, no qual interpreta Lucas, garoto que só joga bola e tira sarro de sua irmã.

Foi uma conquista e tanto, que nenhum estudante jamais desperdiçaria. Mas sabia que Silva, desmotivado, quase não participou da audição? Pois é! Ele simplesmente se achava ‘velho demais’.

“Não iria mandar meu contato para participar, por causa da minha idade”, conta. Ao cabo e ao final, venceu o receio, tomou coragem e foi. Superou-se.

“Foi muito bacana fazer um primeiro trabalho como esse. As cenas ficaram muito naturais”, pontua.

“Com essa experiência no meu currículo, eu imagino conseguir outros trabalhos audiovisuais, que possam agregar mais ainda. Vai me ajudar muito pra que eu consiga outros trabalhos”, destaca.

Já em processo de seleção para outro curta, Silva, desde criança, sonhava com a carreira como ator. Mas só em 2016 pôde começar a estudar a profissão. “Foi aí que vi que era isso que queria para minha vida”, destaca.

O sonho de jovem ator em formação é “atuar em um filme Bacurau da vida”, diz ele, referindo-se à premiada obra de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Para chegar lá, há um longo caminho para percorrer, reconhece. Mas Silva não tem pressa e vive cada experiência como ator única e intensamente.
“Tudo acontece em seu tempo”, diz. Por isso, a vivência obtida foi um primeiro e importante passo em sua carreira germinal. Um primeiro passo de muitas realizações.

Um é pouco, dois é demais

Desde seu segundo período no curso profissionalizante na Hipérion, Yago Miranda, 24 anos, procurava obter experiências práticas como ator. Participou de testes e, como de costume com muitos calouros, recebeu alguns nãos. Até que os sins não tardaram a chegar. E eis que, no quarto período, Miranda já coleciona duas experiências práticas como ator. “Depois de alguns nãos, o sim ia chegar, e chegou rápido”, avalia.

A primeira resposta positiva chegou em outubro de 2018. Naquele mês, o jovem contracenou em A cartomante, adaptação da obra clássica de Machado de Assis.

Mas, como diz o ditado, um é pouco. Miranda queria mais e, em maio deste ano, foi a vez de o curta Mercúrio retrógrado chamá-lo.

Com isso, o jovem aluno, que iniciou os estudos há quatro semestres na casa, já conta com um currículo diversificado para futuros testes.

“Foram experiências muito boas. Eu estava acostumado apenas com teatro, e fazer cinema foi um choque pela questão de espaço, gestos corporais que devem ser menos expansivos, voz em tom natural também; trabalha-se muito a questão dos olhares”, compara.

Na carreira, seu sonho maior é “conseguir me firmar no teatro, cinema e TV e, quem sabe, protagonizar um filme de grande porte”.

Miranda sabe que ainda há muitas batalhas a enfrentar até tornar-se ator profissional. Protagonizar duas produções foi apenas uma delas, e das mais importantes.

Experiência construtiva

José Neto, 23 anos, está no terceiro período do curso profissionalizante da Hipérion. Ao da carreira como ator, constrói outra: a de jornalista. Neto está no segundo semestre da faculdade. Porém, quando questionado sobre qual das duas profissões quer trilhar, Neto na titubeia: “a carreira de ator faz mais meu estilo”.  “As artes cênicas sempre me encantaram, mas demorei pra criar coragem de ir atrás de um curso de teatro”. Foi em 2018 que a determinação tomou conta, e Neto decidiu começar os estudos na Hipérion. 

 

Desde então, tem explorado seus potenciais de uma forma como nunca imaginaria e, neste ano, conquistou um papel no curta ‘Amarás a Deus sobre todas as coisas’.

“Foi uma experiência inédita e muito construtiva”, avalia ele.

“Foi a primeira vez que gravava um filme e a forma que de interpretação no cinema é bem diferente do teatro, que eu estava acostumado até agora (sic)”.

José Neto é um jovem de poucas palavras, mas de planos definidos: conquistar seu lugar profissional no mercado. E aprendizados assim, afirma ele, são uma trilha segura que vai lhe permitir chegar lá

 

Faz a gente acreditar

Para Beathriz Said, 20 anos, a oportunidade de atuar em um curta já tão cedo na carreira é como um sopro de boas vibrações na carreira.
“Quando acontece, é muito animador. Faz a gente acreditar que tem valor e que vale a pena esperar e que todo o esforço que fazemos ao longo desses anos de estudo vai ser reconhecido”, afirma.

No terceiro período do curso profissionalizante na Hipérion, Said foi selecionada para interpretar Daniela no curta Dia de salada, uma garota que sofre pela ausência de seu pai na família.

Essa foi sua primeira experiência profissional. E para começar com o pé direito. Guardou, com isso, um aprendizado único e 100% prático. “Pude aprender mais sobre atuação para cinema, que é bem diferente do que estou acostumada”.

Em seus estudos, Said sempre focou no teatro. Por isso, contracenar no cinema foi um desafio e tanto. “No teatro, é tudo mais expressivo, é um outro corpo, é uma outra voz. No cinema é algo mais contido, mais realista. Também aprendi bastante sobre posicionamento, sonoplastia etc.”, compara.

Além dessa primeira experiência, Said já foi selecionada para outra produção: Decálogo, série de dez episódios que propõe reflexão baseada nos dez mandamentos. Nela, Said interpreta Rita, jovem garota que se envolve com drogas, dando a si um destino dramático.

As gravações aconteceram no início de novembro e, atribulada que estava, Said mal conseguia responder às mensagens para esta reportagem.
Por isso, quem a vê correndo para lá e para cá atribulada já se dá conta: a vida de atriz com que Said sonhou já começou. E promete.

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