Tá faltando motivação? Conheça 4 alunas que vencem barreiras para estudar teatro na Hipérion

Alery Stephanye, Laís Assunção, Beatriz Mayana e Bárbara Estefanski são diferentes de inúmeras formas, mas em três aspectos o destino resolveu uni-las: não moram em Recife, querem tornar-se atrizes de sucesso e vencem barreiras geográficas para realizar seus sonhos.

Uma vez por semana, as atrizes em formação acordam cedo, fazem muitas horas de viagem e têm gastos pesados com transporte. Tudo para assistir às aulas na Hipérion. Tudo pelo sonho. Definitivamente, “desistir” não faz parte do vocabulário dessas jovens.

Alery Stephanye, Laís Assunção, Beatriz Mayana e Bárbara Estefanski. Conheça as histórias de quatro alunas da Hipérion que vivem no interior de Pernambuco e se empenham como poucos para dar vida a seus objetivos no teatro.

Alery Stephanye

Desde pequena, Alery Stephanye, 21, é fã de filmes e seriados da Disney. Deles tirou suas primeiras inspirações que a fariam decidir-se, na adolescência, pelo teatro como carreira.

Sua paixão por essa arte surgiu quando ainda morava na cidade de São Paulo, onde nasceu e morou até os 14 anos. Em um passeio escolar, ela participou de uma aula de teatro que mudaria, para sempre, sua percepção do mundo e de carreira.

“Ali eu realmente vi o que era o teatro e como ele unia pessoas tão diferentes. Sai de lá com outra visão e me indaguei: por que só ter uma profissão quando no teatro eu posso estudar todas para os meus personagens?”, explica.

Em 2010, Stephanye convenceu a mãe a matriculá-la em oficina no Teatro Nelson Rodrigues, em Guarulhos (SP). “De minha casa até lá, eu fazia cerca de quatro horas de viagem de ônibus, mas foi ali que eu realmente me vi fazendo o que eu amava”, relembra.

A jovem mora há sete anos em Amaraji, cidade na mata sul de Pernambuco, a 100 km de Recife. Ela teve de se mudar para a cidade pernambucana – onde trabalha como maquiadora – porque seus pais queriam ficar mais perto dos parentes.

Já com novo endereço, descobriu a Hipérion ao pesquisar na Internet escolas de teatro em Pernambuco. O ponto decisivo para escolher a escola foi que “lá, você realmente é respeitada como um aluno em desenvolvimento. Eles são ótimos profissionais”, considera.

“A direção, os professores e os alunos nos incentivam muito a não desistir dos nossos sonhos, se preocupam de verdade uns com os outros”, conclui.

Para ir à escola, Stephanye gasta cerca de duas horas. Para voltar, mais duas horas. Sai de casa pela manhã e retorna, às vezes, bem tarde. “É difícil estudar longe por realmente ter o cansaço da viagem, sair cedo e chegar em casa quase às 22h”.

Como à noite não há ônibus para voltar, Stephanye precisa da ajuda de seu tio (ou, na ausência deste, de sua mãe), que a leva e busca de carro. Enquanto ela estuda, ele a espera no carro. Por isso, sua família tem sido crucial nesse processo.  “É um esforço que não depende só de mim, mas também deles, que sempre me ajudam”, diz.

Stephanye já fez o curso de teatro iniciante e hoje frequenta o curso profissionalizante (ambos na Hipérion). Está no final do primeiro ano da formação e tem como sonho trabalhar com dublagem. “Amo fazer o que faço e vou me dedicar ao máximo para ser o melhor de mim”, compromete-se.

 Laís Assunção

“Sonho é sonho, né? E o meu a cada dia só cresce”, responde Laís Assunção, 18, ao ser questionada sobre como faz par suportar a rotina de viagens a Recife para estudar o que ama. Seu desejo de ser atriz é uma escolha da qual ela não abre mão.

Assunção se descreve como apaixonada pela segunda arte. Para ela, a magia de atuar é que “conseguimos viver várias personagens diferentes em um só corpo. Fico apaixonada quando vejo alguém atuando e dando vida a algum personagem”.

Em outubro de 2018, ela se inscreveu no curso de teatro iniciante na Hipérion, após pesquisar escolas de teatro na Internet e visitar a escola.  Assunção mora em Surubim, a 119 km de Recife. Para ir à escola, ela toma um “carro baixo” (espécie de táxi) e faz duas horas e 30 minutos de viagem. Para voltar, faz um trajeto dura nada menos que quatro horas: primeiro, uma carona com um colega de seu curso até Camaragibe. Depois, um ônibus que a leva até sua cidade.

“Essa é a parte ruim da história. Moro um pouco longe, estou fazendo o possível e o impossível para ir todo sábado para o curso. Um gasto muito grande toda semana”, desabafa.

Todavia, graças ao apoio de sua família, Assunção realiza seu sonho. “Tenho pessoas especiais em minha vida e que me ajudam bastante. Então, estou conseguindo realizar o curso”.

Seu maior sonho é ser atriz de TV, e seu primeiro passo é a Hipérion. Ela projeta continuar no curso profissionalizante da escola e, depois, fazer testes em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“Não me vejo fazendo outra coisa. Estou cada vez me achando mais em mim mesmo. Está sendo uma renovação em minha vida. Então, todos os dias luto para buscar o que quero, mesmo com todas as dificuldades”, explica.

Beatriz Mayana

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Essa filosofia de vida cai bem para Beatriz Mayana, 22, que mora em Pombos, a 70 km de Recife e precisa tomar, no total, nada menos que seis meios de transporte público para ir à Hipérion e depois voltar para casa.

Primeiro, um ônibus até a estação de metrô Jaboatão, na capital pernambucana. De lá, ela vai até a estação Joana Bezerra. Por fim, um outro ônibus a deixa a alguns metros da escola. O trajeto todo chega a durar até três horas. Para voltar, a mesma receita: ônibus, metrô, ônibus, numa rotina dura de suportar.

Porém, a vontade de tornar-se atriz é maior que qualquer obstáculo. “A viagem é um pouco cansativa, sim, mas depois me sinto renovada, pois é uma alegria inabalável ter essa oportunidade tão esperada de fazer algo que amo”, pondera.

Mayana trabalha como vendedora em loja em sua cidade e, em 2016, formou-se em segurança do trabalho. Percebeu, logo depois de formada, que seria loucura orientar sua carreira apenas por questões como “mercado de trabalho e dinheiro”. De fato, elas são importantes, avalia ela. Porém, é preciso “investir no que realmente nos traz motivações para continuar de verdade”.

Foi aí que ela declarou de vez seu amor pelo teatro – sua paixão desde criança – e saiu em busca de um curso. “Eu pesquisei na Internet escolas de teatro, entrei no site da Hipérion em seguida liguei para ter mais informações sobre os cursos”, explica. Marcou uma reunião na escola e, convencida, decidiu inscrever-se.

“É uma ótima escola. Todos os professores por quem já passei são maravilhosos e profissionais. Estou muito satisfeita com todo o conhecimento que nos passam”, opina.

Atualmente, ela cursa o segundo semestre do curso profissionalizante da Hipérion. Com seus colegas de turma, ela está montando a peça Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, que será apresentada ao público em dezembro.

Mayana não sabe ainda se quer atuar no teatro, no cinema ou na TV. “Estou estudando e me encontrando, deixando as coisas acontecerem”. Mas algo já é certo para ela. Quer “ter sucesso profissional fazendo exatamente o que me faz bem”. Ou seja, simplesmente teatro.

Bárbara Estefanski

Funcionária em um escritório de contabilidade, Bárbara Estefanski, 22, já fez as contas para seu futuro. É no teatro que sua vida vale a pena. Em 2017, ela abandonou a faculdade para dedicar sua vida à segunda arte. “Enfiei o pé na jaca. O negócio era tentar. É como diz Bob Dylan: ‘quando não se tem nada, não há nada a perder’”, conta.
Estefanski estuda no curso profissionalizante da Hipérion. Está no fim do segundo semestre e, enquanto atriz em formação, já atuou como dramaturga, diretora e figurinista de peça ‘Amor’, que venceu o IV Experimentart, concurso entre alunos promovido pela escola de artes.
Sua admiração pelo teatro surgiu em 2011, quando ainda tinha 15 anos e começou a fazer cosplay. Em 2013, ela entrou em seu primeiro curso na área, no grupo cultural João Teimoso. Lá ela percebeu que era possível ir além de interpretar personagens já existentes: poderia também criar os seus próprios! Todavia, em 2014, por questões ligadas ao trabalho, Estefanski teve de interromper o curso.
Mas, mesmo assim, seu sonho persistiu. Em 2018, “li uma matéria sobre uma professora colombiana que dava aula de teatro numa escola de arte em Recife. Parecia que tudo estava se encaixando. Era a Hipérion”, detalha seu primeiro contato com a escola que a reuniria novamente com a segunda arte.
Estefanski ingressou na Hipérion no início de 2018, após participar de oficina de dramaturgia, a convite da escola. Porém, não é nada fácil para ela conciliar os estudos no teatro com seu trabalho. Mas quem dera fosse apenas esse o problema.
A jovem atriz em formação mora em Paulista, cidade da região metropolitana de Recife, a 17 km da capital pernambucana. Ela vence barreiras geográficas para frequentar as aulas. Ela toma três ônibus para ir à Hipérion. Depois, outros três para voltar. No total, são quase quatro horas de viagem que sugam sua energia: duas para chegar à escola, duas para regressar a sua casa.
Qual é lucro de tal esforço? A resposta, para Estefanski, não tem a ver com números, gráficos ou tabelas com que ela costuma lidar no escritório. Não é matemática. É a realização de uma carreira.
“As pessoas que conheci na Hipérion são incríveis, os professores incríveis e eles me dão força para estar lá. Três ônibus se torna pouco para a grandeza que encontro nas aulas, nas pessoas e no meu aprendizado”, sopesa.

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